Macedonianismo (Pneumatomaquia)
O Espírito Santo seria criatura, não Deus.
- Época
- Século IV
- Região
- Constantinopla e Ásia Menor
- Heresiarca
- Macedônio de Constantinopla (atribuição tradicional)
- Concílio
- Concílio de Constantinopla I (381)
- Tese errada
- O Espírito Santo não seria Deus, mas uma criatura ou um ministro subordinado ao Pai e ao Filho.
- Erro central
- A negação da divindade e da consubstancialidade do Espírito Santo.
- Resposta da Igreja
- A Igreja definiu que o Espírito Santo é Senhor e dá a vida, procede do Pai e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, verdadeiro Deus.
- Fonte
- São Basílio de Cesareia, De Spiritu Sancto; Símbolo de Constantinopla
Resolvida em grande parte a questão do Filho, surgiu no século IV um grupo que negava a divindade do Espírito Santo, chamados pneumatômacos ('combatentes do Espírito') e tradicionalmente associados a Macedônio, ex-bispo de Constantinopla. Admitiam, no máximo, que o Espírito fosse uma criatura ministerial, superior aos anjos, mas não Deus.
Os Padres Capadócios responderam decisivamente. São Basílio escreveu 'Sobre o Espírito Santo', mostrando que o Espírito recebe a mesma adoração que o Pai e o Filho; São Gregório de Nazianzo proclamou abertamente sua divindade.
O Concílio de Constantinopla I, em 381, encerrou a questão ao acrescentar ao Credo a confissão do Espírito Santo como 'Senhor que dá a vida, que procede do Pai, que com o Pai e o Filho é adorado e glorificado'. Assim se completou a definição dogmática da Santíssima Trindade.