Apolinarismo
Cristo não teria mente humana; o Verbo a substituiria.
- Época
- Século IV
- Região
- Laodiceia (Síria) e Oriente
- Heresiarca
- Apolinário de Laodiceia
- Concílio
- Concílio de Constantinopla I (381)
- Tese errada
- Em Cristo, o Verbo divino teria substituído a alma racional humana, de modo que ele não possuiria mente humana completa.
- Erro central
- A negação da integridade da natureza humana de Cristo (faltaria a alma/mente racional humana).
- Resposta da Igreja
- A Igreja afirmou que Cristo assumiu a natureza humana completa — corpo e alma racional — pois 'o que não foi assumido não foi redimido'.
- Fonte
- São Gregório de Nazianzo, Carta 101 a Cledônio
Apolinário de Laodiceia, paradoxalmente um firme defensor de Niceia contra os arianos, caiu em outro erro ao explicar a unidade de Cristo. Para preservar essa unidade, ensinou que em Cristo o Verbo divino tomara o lugar da alma racional (o nous) humana: Cristo teria corpo e alma sensitiva humanos, mas não mente humana.
Os Padres reagiram com a célebre máxima de São Gregório de Nazianzo: 'o que não foi assumido não foi redimido'. Se Cristo não assumiu uma mente humana, então a parte mais nobre do homem ficaria fora da salvação. São Gregório de Nissa também o refutou longamente.
O Concílio de Constantinopla I, em 381, condenou o apolinarismo. A definição de que Cristo é verdadeiro homem completo, dotado de inteligência e vontade humanas, preparou o terreno para as controvérsias cristológicas dos séculos seguintes sobre a relação entre as duas naturezas.