Modernismo
Dogma como sentimento evolutivo, esvaziando a Revelação sobrenatural.
- Época
- Fins do século XIX e início do XX
- Região
- Europa (França, Itália, Inglaterra)
- Tese errada
- O dogma seria mera expressão evolutiva e simbólica do sentimento religioso, sujeita a mudança; a Revelação e a Escritura seriam interpretadas pela imanência e pela crítica que dissolve seu caráter sobrenatural.
- Erro central
- A redução da fé ao sentimento imanente, a negação do caráter objetivo e permanente do dogma e da Revelação sobrenatural.
- Resposta da Igreja
- A Igreja reafirmou o caráter objetivo, sobrenatural e permanente da Revelação e do dogma, condenando o agnosticismo, o imanentismo e o evolucionismo doutrinal modernistas.
- Fonte
- São Pio X, Encíclica Pascendi Dominici gregis (1907) e Decreto Lamentabili (1907)
No fim do século XIX e início do XX, sob o influxo do racionalismo, do historicismo e da filosofia da imanência, surgiu nos meios católicos uma corrente que São Pio X chamou de 'síntese de todas as heresias'. O modernismo sustentava que o dogma não exprime verdades objetivas e imutáveis, mas a evolução do sentimento religioso interior; aplicava à Escritura uma crítica que esvaziava seu caráter sobrenatural e reduzia a fé a uma experiência imanente.
A resposta de São Pio X foi enérgica: o decreto Lamentabili sane exitu (1907) enumerou e condenou as proposições errôneas, e a encíclica Pascendi Dominici gregis (1907) analisou o sistema em suas raízes filosóficas, expondo seu agnosticismo e imanentismo. Foi instituído ainda o juramento antimodernista.
A Igreja reafirmou que a Revelação é dom sobrenatural de Deus, que o dogma transmite verdades objetivas e permanentes, ainda que possa aprofundar-se sua compreensão, e que a fé não se reduz a sentimento. O combate ao modernismo marcou profundamente a teologia católica da primeira metade do século XX.