Monofisismo (Eutiquianismo)
Uma só natureza em Cristo; a humana absorvida pela divina.
- Época
- Século V
- Região
- Constantinopla, Alexandria e Egito
- Heresiarca
- Eutiques de Constantinopla
- Concílio
- Concílio de Calcedônia (451)
- Tese errada
- Em Cristo haveria uma só natureza, a divina, na qual a humana teria sido absorvida ou dissolvida.
- Erro central
- A negação da subsistência da natureza humana de Cristo, distinta da divina, após a união.
- Resposta da Igreja
- A Igreja definiu que Cristo é uma só Pessoa em duas naturezas, divina e humana, unidas sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação.
- Fonte
- São Leão Magno, Tomo a Flaviano; Definição de Calcedônia (451)
Como reação exagerada ao nestorianismo, o arquimandrita Eutiques, em Constantinopla, passou a ensinar que, depois da união, havia em Cristo uma só natureza (mone physis): a humanidade teria sido como que absorvida pela divindade, qual gota d'água no oceano. Condenado por São Flaviano, Eutiques foi reabilitado no tumultuado 'Concílio dos Bandidos' de Éfeso (449).
O papa São Leão Magno interveio com seu célebre 'Tomo a Flaviano', expondo com precisão que em Cristo há uma só Pessoa em duas naturezas íntegras. O Concílio de Calcedônia, em 451, acolheu o Tomo e definiu que Cristo subsiste 'em duas naturezas, sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação'.
A definição de Calcedônia é uma das pedras angulares da cristologia. Contudo, sua recepção dividiu o Oriente: numerosas Igrejas (coptas, siríacas, armênias) rejeitaram-na, dando origem às Igrejas pré-calcedonianas, separadas até hoje.