Monotelismo
Uma só vontade em Cristo, negando sua vontade humana.
- Época
- Século VII
- Região
- Constantinopla e Império Bizantino
- Heresiarca
- Sérgio de Constantinopla (e o patriarca Pirro)
- Concílio
- Concílio de Constantinopla III (680-681)
- Tese errada
- Em Cristo haveria uma só vontade (a divina) e uma só operação, apesar das duas naturezas.
- Erro central
- A negação da vontade e da operação humanas de Cristo, comprometendo a integridade de sua humanidade.
- Resposta da Igreja
- A Igreja definiu que em Cristo há duas vontades e duas operações, divina e humana, sem oposição, pois a vontade humana se submete livremente à divina.
- Fonte
- São Máximo Confessor, Disputa com Pirro; Concílio de Constantinopla III
No século VII, por motivos também políticos — reconciliar os monofisistas com o Império —, surgiu o monotelismo: admitindo as duas naturezas de Calcedônia, ensinava porém que em Cristo havia uma só vontade e uma só operação, a divina. Promovido pelo patriarca Sérgio de Constantinopla, chegou a ter apoio imperial.
São Máximo Confessor opôs-se com profundidade teológica, mostrando que uma natureza humana íntegra inclui necessariamente uma vontade humana; negá-la seria reduzir a humanidade de Cristo. No drama do Getsêmani, a vontade humana de Cristo livremente se conforma à divina. Por essa defesa, Máximo foi mutilado e morreu no exílio, como também o papa São Martinho I.
O Concílio de Constantinopla III (680-681) deu-lhes razão, definindo duas vontades e duas operações em Cristo, completando o edifício cristológico dos concílios e reafirmando a plena humanidade do Redentor.