Iconoclasmo
Destruição das imagens sagradas como suposta idolatria.
- Época
- Séculos VIII-IX
- Região
- Império Bizantino
- Heresiarca
- Promovido pelos imperadores Leão III e Constantino V
- Concílio
- Concílio de Niceia II (787)
- Tese errada
- A veneração das imagens sagradas seria idolatria, devendo as imagens de Cristo e dos santos ser destruídas.
- Erro central
- A negação da legitimidade do culto de veneração às imagens, ligada a uma compreensão deficiente da Encarnação.
- Resposta da Igreja
- A Igreja definiu que é lícito e bom venerar as imagens sagradas, pois a honra prestada à imagem remonta ao seu protótipo, fundamentando-se na Encarnação do Verbo.
- Fonte
- São João Damasceno, Discursos sobre as imagens; Concílio de Niceia II (787)
Em 726, o imperador Leão III iniciou no Império Bizantino uma política de destruição das imagens sagradas (ícones), considerando sua veneração idolatria. A crise, intensificada por Constantino V, dividiu a Igreja oriental por mais de um século e provocou perseguição a monges e fiéis que defendiam os ícones.
São João Damasceno, ainda em território muçulmano e fora do alcance imperial, escreveu a grande defesa teológica: as imagens são lícitas justamente porque o Verbo se fez carne e se tornou visível; a honra dada à imagem passa ao protótipo, e não se adora a matéria, mas se venera quem ela representa.
O Concílio de Niceia II, em 787, sétimo concílio ecumênico, definiu solenemente a legitimidade do culto de veneração (não de adoração) das imagens. Após uma segunda onda iconoclasta, a controvérsia encerrou-se em 843 com o 'Triunfo da Ortodoxia', ainda celebrado no Oriente.