Pelagianismo
O homem se salvaria por si mesmo, sem necessidade da graça.
- Época
- Séculos IV-V
- Região
- Roma, Norte da África e Palestina
- Heresiarca
- Pelágio (e seu discípulo Celéstio)
- Concílio
- Condenado em Cartago (418); o semipelagianismo no II Concílio de Orange (529)
- Tese errada
- O homem poderia alcançar a salvação e viver sem pecado por suas próprias forças, sem necessidade da graça interior, negando o pecado original.
- Erro central
- A negação da necessidade da graça para o bem salvífico e a negação do pecado original transmitido.
- Resposta da Igreja
- A Igreja afirmou a realidade do pecado original e a absoluta necessidade da graça preveniente e cooperante para querer e fazer o bem que leva à salvação.
- Fonte
- Santo Agostinho, De gratia Christi et de peccato originali; Concílio de Cartago (418)
O monge britânico Pelágio, escandalizado com a moral relaxada de Roma, exaltou de tal modo a liberdade e o esforço humano que acabou negando a necessidade da graça interior. Para ele e para Celéstio, o homem podia, por suas próprias forças, evitar todo pecado e merecer a salvação; o pecado de Adão seria apenas mau exemplo, não uma queda transmitida a todos.
Santo Agostinho, o 'Doutor da Graça', combateu-os por anos, demonstrando a partir da Escritura que sem a graça de Cristo o homem ferido pelo pecado original não pode sequer querer o bem salvífico. O Concílio de Cartago (418) condenou Pelágio, e o papa o confirmou.
Restou ainda o semipelagianismo, que admitia a graça mas atribuía ao homem o primeiro passo da fé; foi condenado no II Concílio de Orange (529), que reafirmou a primazia e a gratuidade da graça preveniente, base permanente da doutrina católica sobre a salvação.