Sabelianismo (Modalismo)
Pai, Filho e Espírito como meros modos de uma só Pessoa.
- Época
- Séculos II-III
- Região
- Roma e Norte da África
- Heresiarca
- Sabélio (e antes Práxeas e Noeto)
- Tese errada
- Pai, Filho e Espírito Santo seriam apenas modos ou aspectos sucessivos de uma única pessoa divina, não três Pessoas distintas.
- Erro central
- A negação da distinção real das três Pessoas da Santíssima Trindade.
- Resposta da Igreja
- A Igreja afirmou que há um só Deus em três Pessoas realmente distintas e coeternas, condenando a confusão das Pessoas.
- Fonte
- São Hipólito, Contra Noeto; Tertuliano, Adversus Praxean
O modalismo, também chamado monarquianismo modalista ou patripassianismo, buscava preservar a unidade de Deus a ponto de dissolver a distinção das Pessoas. Para Práxeas, Noeto e sobretudo Sabélio (início do século III), Pai, Filho e Espírito Santo seriam apenas nomes ou modos sucessivos pelos quais o único Deus se manifesta — o que levava a dizer que o próprio Pai teria sofrido na cruz (patripassianismo).
A Igreja de Roma condenou essa confusão. O papa São Dionísio, em meados do século III, interveio para precisar que se deve confessar tanto a unidade da natureza divina quanto a real distinção das três Pessoas, sem dividir nem confundir.
O sabelianismo permaneceu como tentação recorrente sempre que se exagera a unidade divina, e sua refutação preparou o vocabulário trinitário que seria fixado nos grandes concílios do século IV.