Montanismo
Nova profecia extática e rigorismo acima da Igreja apostólica.
- Época
- Século II
- Região
- Frígia (Ásia Menor)
- Heresiarca
- Montano (com as profetisas Priscila e Maximila)
- Tese errada
- Novas profecias extáticas trariam uma revelação superior à dos Apóstolos, com rigorismo moral extremo e anúncio iminente do fim.
- Erro central
- A pretensão de uma nova revelação pública após os Apóstolos e a subordinação da autoridade da Igreja ao êxtase profético privado.
- Resposta da Igreja
- A Igreja afirmou que a Revelação pública se encerrou com os Apóstolos e que o discernimento dos carismas pertence à autoridade eclesial, recusando o rigorismo que negava o perdão de certos pecados.
- Fonte
- Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica V
Por volta de 170, na Frígia, Montano e as profetisas Priscila e Maximila proclamaram uma 'nova profecia': falando em êxtase, diziam transmitir oráculos do Espírito Santo que inauguravam uma era superior à dos Apóstolos. Anunciavam a iminente descida da Jerusalém celeste, exigiam jejuns severos, proibiam segundas núpcias e exaltavam o martírio.
A Igreja reagiu defendendo que a Revelação se completou com os Apóstolos e que nenhuma profecia posterior pode acrescentar-se ao depósito da fé. Sínodos da Ásia Menor condenaram o movimento, e bispos como São Apolinário de Hierápolis escreveram contra ele.
O caso foi delicado porque o rigorismo montanista atraiu até Tertuliano em seus últimos anos. A controvérsia ajudou a Igreja a firmar tanto o critério de autoridade no discernimento dos carismas quanto a sua disciplina penitencial, contra a negação do perdão de pecados graves.