Marcionismo
Dois deuses opostos e rejeição do Antigo Testamento.
- Época
- Século II
- Região
- Roma e Ásia Menor
- Heresiarca
- Marção de Sínope
- Tese errada
- O Deus justo do Antigo Testamento seria distinto e inferior ao Deus bom revelado por Cristo; o Antigo Testamento deveria ser rejeitado.
- Erro central
- A negação da unidade do plano divino e da continuidade entre Antigo e Novo Testamento, com dois deuses opostos.
- Resposta da Igreja
- A Igreja afirmou que há um só Deus, autor da Antiga e da Nova Aliança, e reafirmou a inspiração do Antigo Testamento, fixando o cânon das Escrituras.
- Fonte
- Tertuliano, Adversus Marcionem; Santo Irineu, Adversus Haereses
Marção de Sínope, rico armador, chegou a Roma por volta de 140 e propôs uma ruptura radical: o Deus criador e legislador do Antigo Testamento seria um demiurgo justo mas inferior, distinto do Deus bom e desconhecido revelado por Cristo. Marção rejeitava todo o Antigo Testamento e mutilava os textos cristãos, conservando apenas uma versão expurgada do Evangelho de Lucas e de algumas cartas de São Paulo.
A Igreja de Roma o excomungou por volta de 144. Santo Irineu e Tertuliano refutaram-no demonstrando a unidade do desígnio divino: o mesmo Deus que criou e deu a Lei preparou e cumpriu a salvação em Cristo.
O desafio marcionita, ao propor um cânon próprio, foi um dos estímulos para que a Igreja precisasse seu próprio elenco de livros inspirados e reafirmasse a continuidade entre as duas Alianças. O marcionismo manteve comunidades por séculos no Oriente.