Docetismo
A humanidade de Cristo seria só aparência, não carne real.
- Época
- Séculos I-II
- Região
- Síria e Ásia Menor
- Tese errada
- Cristo não teria assumido um corpo real: sua carne, sofrimento e morte seriam apenas aparência.
- Erro central
- A negação da realidade da Encarnação e da humanidade verdadeira de Cristo.
- Resposta da Igreja
- A Igreja afirmou que o Verbo se fez verdadeiramente carne, nasceu, sofreu, morreu e ressuscitou em corpo real, fundamento da redenção.
- Fonte
- Santo Inácio de Antioquia, Carta aos Esmirniotas; 1Jo 4,2-3
O docetismo (do grego dokein, 'parecer') surgiu já no fim do século I, ligado a correntes dualistas que viam a matéria como indigna de Deus. Por isso negava que o Filho de Deus tivesse assumido carne verdadeira: seu corpo, sua fome, seu sofrimento e sua morte na cruz seriam meras aparências.
A reação foi imediata e apostólica. As cartas joaninas já advertem contra os que não confessam 'Jesus Cristo vindo na carne'. Santo Inácio de Antioquia, a caminho do martírio, insistiu repetidamente que Cristo nasceu, comeu, sofreu e ressuscitou verdadeiramente, pois se o sofrimento fosse aparente, também a redenção seria ilusória.
O docetismo permaneceu como tendência presente em vários grupos gnósticos e, mais tarde, no maniqueísmo. A Igreja fez da realidade da carne de Cristo um ponto central da fé: 'aquilo que não foi assumido não foi redimido'.