Hussitismo
Eclesiologia que subordina a Igreja à Escritura própria e nega o primado.
- Época
- Séculos XIV-XV
- Região
- Boêmia (atual Chéquia)
- Heresiarca
- Jan Hus (na esteira de John Wyclif)
- Concílio
- Concílio de Constança (1414-1418)
- Tese errada
- A autoridade da Igreja e do papa estaria subordinada à Escritura interpretada de modo próprio; a Igreja verdadeira seria a dos predestinados, negando-se aspectos da hierarquia e dos sacramentos.
- Erro central
- A negação da autoridade do Magistério e do primado petrino, com uma eclesiologia reduzida aos predestinados (em parte herdada de Wyclif).
- Resposta da Igreja
- A Igreja reafirmou a autoridade do Magistério, o primado do Romano Pontífice e a doutrina dos sacramentos, condenando as proposições errôneas.
- Fonte
- Concílio de Constança (1414-1418), sessões sobre Wyclif e Hus
Jan Hus, reitor da Universidade de Praga, difundiu na Boêmia, no início do século XV, ideias em parte herdadas do inglês John Wyclif: a Igreja verdadeira seria a comunidade dos predestinados, a autoridade do papa e da hierarquia deveria submeter-se à Escritura, e questionavam-se pontos da doutrina sacramental e da disciplina eclesial. O movimento misturava reforma moral legítima e erros doutrinais.
O Concílio de Constança (1414-1418) examinou e condenou tanto as proposições de Wyclif quanto as de Hus, que foi entregue ao braço secular e morto na fogueira em 1415 — episódio que feriu a consciência cristã e cujas circunstâncias foram depois objeto de revisão histórica.
A condenação não impediu que a Boêmia se inflamasse nas guerras hussitas. O hussitismo é visto como um dos antecedentes da Reforma Protestante, antecipando temas que reapareceriam um século depois.