Protestantismo (como ruptura)
Ruptura sobre justificação, sacramentos, Tradição e primado do papa.
- Época
- Século XVI
- Região
- Alemanha, Suíça e Europa Setentrional
- Heresiarca
- Martinho Lutero (e João Calvino, Ulrico Zuínglio)
- Concílio
- Concílio de Trento (1545-1563)
- Tese errada
- A salvação se dá pela fé somente e pela Escritura somente, negando-se a Tradição, o Magistério, o primado do papa, o sacrifício da Missa e parte dos sacramentos.
- Erro central
- A negação da Tradição e do Magistério como regras de fé, do primado petrino, do número e natureza dos sacramentos e da doutrina da justificação como transformação interior.
- Resposta da Igreja
- A Igreja reafirmou a justificação como graça que transforma realmente o homem, a Escritura e a Tradição como fontes da Revelação interpretadas pelo Magistério, os sete sacramentos e o sacrifício da Missa.
- Fonte
- Concílio de Trento (1545-1563), Decretos sobre a Justificação e os Sacramentos
Em 1517, Martinho Lutero, monge agostiniano, contestou o comércio de indulgências e, aprofundando a controvérsia, formulou os princípios da 'sola fide', 'sola scriptura' e 'sola gratia', que o levaram a negar a Tradição, o Magistério, o primado do papa, o caráter sacrificial da Missa e parte dos sacramentos. Zuínglio e Calvino radicalizaram a ruptura em outras direções. O resultado foi a fratura da cristandade ocidental.
A Igreja respondeu no longo Concílio de Trento (1545-1563), que reafirmou e precisou: a justificação como graça que realmente renova o interior do homem (não mera imputação extrínseca); a Escritura e a Tradição como fontes da única Revelação, interpretadas pelo Magistério; os sete sacramentos; e o sacrifício eucarístico.
Trento foi acompanhado de uma vasta reforma católica — novos seminários, catecismo, ordens religiosas — e de santos como São Roberto Belarmino e São Pedro Canísio. Justo é reconhecer que muitos protestantes de hoje vivem de boa-fé e são, pelo Batismo, irmãos separados ligados a Cristo.